Os preços da indústria brasileira subiram 1,54% em setembro de 2026, acima da variação de 0,34% registrada em agosto, segundo o Índice de Preços ao Produtor (IPP). Com o resultado, a alta acumulada no ano chegou a 5,04% e, em 12 meses, a 4,34%.
Das 24 atividades industriais pesquisadas, 16 tiveram aumento de preços em setembro. A fabricação de alimentos, que possui o maior peso no índice, foi a atividade que mais influenciou o resultado geral, com alta de 2,40%. Segundo o IBGE, derivados da soja e açúcares estão entre os produtos que mais pressionaram o setor.
A maior variação entre as atividades foi registrada pelas indústrias extrativas, com alta de 11,04%, influenciada pelos preços do petróleo bruto. O refino de petróleo e biocombustíveis também avançou, com aumento de 4,88% após quatro meses de queda.
Entre as grandes categorias econômicas, os bens intermediários subiram 1,94% no mês, os bens de consumo avançaram 1,18% e os bens de capital tiveram alta de 0,62%. O IPP acompanha os preços dos produtos na saída das fábricas, sem impostos e fretes.


