O NOVO REENCONTRO COM AS URNAS

Na urna eletrônica, fica depositada a nossa vontade democrática e soberana.

Imagem/IA
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25 de outubro de 2026. Domingo. E lá vamos nós, novamente, milhões de brasileiros, a um lugar comum em todo o território nacional: a cabine de votação. Domingo, que é dia de praia, clube, futebol, passeio e lazer, torna-se, desta vez, um domingo cheio de responsabilidade para todos nós. Um dia dos mais sérios na vida de todo mundo. Um dia decisivo.

Na cabine eleitoral, estaremos, cada um de nós, diante de um objeto de pequeno porte e grande importância: a urna eleitoral. Nela, depositaremos nosso voto e nossa confiança no candidato de nossa escolha. Um simples aperto de tecla, e pronto! Em poucos segundos, ficamos frente a frente com nossa consciência e com nosso poder de decisão. Um gesto simples e significativo.

Na urna eletrônica, fica depositada a nossa vontade democrática e soberana. Assim como depositamos nossas finanças em um banco, como garantia futura, na urna eleitoral fica depositada nossa confiança no futuro chefe do povo. 

Na urna eleitoral, vamos desaguar nossas discussões, teimas e bate-bocas que surgiram no meio do povo, nas esquinas, nos bares, nas praças, nas redes sociais e em todo canto, durante a campanha política.

A cabine de votação é um recinto sagrado, a fronteira da cor partidária que cada um de nós escolheu. É o confessionário da nossa consciência e honestidade, em relação a nós mesmos. É um ambiente exíguo e temporário; um território que guarda silêncio e segredo, minado de suspense e tensão.

Dentro da cabine, a urna é a botija encantada que guarda o tesouro de milhões de pessoas: o voto. Ao abrir-se a botija, no encerramento do pleito, o tesouro de milhões de eleitores vai ficar por quatro anos sob o poder do postulante eleito para subir aquela rampazinha na Capital Federal, no caso do presidente da república.

No Ceará, onde já se elegeu em primeiro turno o futuro governador do estado, vamos exclusivamente votar, neste domingo, no futuro chefe do executivo nacional. Passou-se aproximadamente mais um mês da campanha que antecede o segundo turno. Houve tempo suficiente para os dois adversários mostrarem suas propostas; e tempo suficiente para os eleitores escolherem o que vai vencer.

Talvez nem mais houvesse necessidade de um período tão dilatado de campanha, se a maioria dos nomes da política nacional já é bem conhecida de todos nós. O tempo de campanha, pelo menos no segundo turno, devia, no meu modesto ponto de vista, ser encurtado para quinze dias e ponto final. Porém, entendamos que democracia demanda tempo e discussão.

Assim, portanto, neste domingo, 25 de outubro, abramos mão da praia, do clube, do futebol, do passeio e do lazer, e vamos lá, caros patrícios, nessa marcha coletiva e cidadã, para depositar na urna eleitoral a nossa vontade e o nosso dever, cumprindo, num flagrante de contradição, a obrigatoriedade do voto, num país que é democrático.

Pedro Paulo Paulino
Matéria assinada por Pedro Paulo Paulino Colunista · Canindé.Blog

Atuante tanto na literatura de cordel quanto na poesia erudita, com diversas conquistas em prêmios literários de âmbito nacional. Além de seu trabalho como escritor, ele também é redator e diagramador de jornais, revistas e livros, atuando dentro e fora de Canindé. Como radialista, Pedro Paulo apresenta um programa aos domingos, focado em resgatar sucessos da Velha Guarda.

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