CRÔNICA PARA UM AMIGO QUE PARTIU

CRÔNICA PARA UM AMIGO QUE PARTIU

A cidade de Canindé recebeu com muito pesar, no dia 15 de novembro passado, a notícia da morte do comerciante Edilberto, proprietário da eletrônica Ediferro, situada no centro comercial. Eu, particularmente, também fui surpreendido pela notícia com um sentimento de profunda consternação. Homem simples e da melhor relação com todos que o conheciam, morreu prematuramente contando pouco mais de seis décadas de vida, a qual perdeu numa fatalidade.

Embora nos avistássemos com pouca frequência, nossa amizade, todavia, estava consolidada havia bastante tempo, quando o conheci ainda em sua modesta oficina, que com a persistência do seu trabalho diário ganhou status de empresa aos olhos da opinião pública.

Edilberto da Loja Ediferro, era como todos o conheciam. Ou, simplesmente, Ediferro, numa associação amistosa dele com sua empresa. E nada mais sei de sua vida particular, o que, por sinal, não vem ao caso. O que sei dele, porém, é suficiente para afirmar que se perdeu um bom amigo, cujo empreendimento maior e notável era fazer e conservar amizades, investindo constantemente na sua simpatia diante de todos, sem distinção, e com seu aperto de mão generoso.

E era assim que, diariamente, com um sorriso farto e contagiante recebia a sua clientela. E era assim, que com a sua competência e atenção, fazia reparos no ventilador, no liquidificador, na panela de pressão ou qualquer outro utensílio doméstico que todo santo dia ia parar em suas mãos para conserto. O dom de compartilhar o riso e a capacidade profissional no seu ramo foram, sem dúvida, a fórmula da sua popularidade.

Ediferro era possuidor, em verdade, de um coração feito da matéria-prima mais flexível e branda. Um coração desses poucas vezes encontrados em nossa convivência no meio da fauna humana. A estima que em geral lhe tínhamos ficou patenteada em tempo real nos necrológios das redes sociais da internet. Postagens e comentários diversos lamentando o acontecido. Amigos e conhecidos manifestando as suas condolências a mais um conterrâneo que parte rumo ao infinito.

Que você, amigo Edilberto, continue, em nossa memória, distribuindo simpatia e cordialidade, como tanto o fez em vida.

Pedro Paulo Paulino
Matéria assinada por Pedro Paulo Paulino Colunista · Canindé.Blog

Atuante tanto na literatura de cordel quanto na poesia erudita, com diversas conquistas em prêmios literários de âmbito nacional. Além de seu trabalho como escritor, ele também é redator e diagramador de jornais, revistas e livros, atuando dentro e fora de Canindé. Como radialista, Pedro Paulo apresenta um programa aos domingos, focado em resgatar sucessos da Velha Guarda.

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